Eis que após anos e anos de espera, surge o novo Decreto-Lei da mediação de seguros.Aclamado por uns, reclamado por muitos, as opiniões divergiram quanto ao espírito da proposta de Lei, a qual, após ter sofrido uma pequena consulta as associações de classe (APROSE), associações de seguradores (APS), assim como a outros parceiros ou entidades institucionais (ISP) entre outros, acabou por ficar no segredo dos deuses sem possibilidade de ser consultado, tendo no fim sido aprovado
em decreto Lei com o nº 144/2006 de 31 de Julho, o qual pode ser consultado em http://www.isp.pt/NR/exeres/87EA7411-4A9B-46CC-8A3C-966861405E90.htm .
Os critérios já foram definidos, os parâmetros para a atribuição de transferências dos registros dos mediadores, sociedades de mediação e corretores de seguros também.
Os processos de transferência desses registros já estão a ser cumpridos pelo ISP, para todos aqueles que já o solicitaram.As companhias de seguros andam já num frenesim procurando abarcar o maior número possível de agentes e de mediadores ligados possível para continuar a operar no mercado nacional.
É o salve-se quem puder; Será necessário esperar para poder perceber após o assentar da poeira, quem serão aqueles que irão continuar a operar segundo os novos parâmetros instituídos e quem serão aqueles que de entre dos aproximadamente 40.000 registros antigos irão ficar.
Ao que parece a questão do número de mediadores que vão ficar na actividade é ainda uma incognita. Por outro lado à boa maneira portuguesa mais uma vez o ISP lá adiou o prazo para inscrição (10 de Agosto). Apesar de todo o frenezim das companhias para angariar mediadores no inicio da semana passada só estavam inscritos, em processo de confirmação ou meramente iniciaram o procecesso cerca de 45 corretores (dos cerca de 110), 900 agentes colectivos (faltando ainda cerca de 300) . no total estavam inscritos 20000 mediadores incluindo os agentes ligados. Ora como a banca deve ter inscrito um grande número de agentes ligados (pelo que se vai ouvindo alguns bancos “legalizaram” os seus funcionários dos balcões na totalidade para poderem fazer seguros) parece que uma quantidade muito grande de mediadores no passado decidiu não continuar na actividade. Ou será que muitos deles não ligaram e vão querer continuar na actividade?
RR.
Tem toda a razão quanto ao facto da BANCA TER INSCRITO MUITOS DOS SEUS FUNCIONARIOS COMO MEDIADORES LIGADOS.
Mas não podemos fazer nada contra os Lobbies instituidos por instituições tão poderosas como a banca junto do nosso governo.
A unica hipotese de fazermos alguma coisa, passaria pela nossa inscrição junto das associações de classe para que estas pudessem defender os nossos direitos.
Pessoalmente sou socio da APROSE, existe uma segunda associação a nivel nacional a qual contactei e da qual não recebi qualquer resposta, por isso não podemos esperar o melhor dessa entidade, pelo que aconselho todos os mediadores de seguros a se inscreverem para assim poderem reinvindicar junto de alguem a defesa de seus direitos.