Os seguros de saúde abundam no mercado nacional, «mas poucos valem o que custam», adverte um estudo que analisou 88 planos privados e publicado na edição de Julho/Agosto da revista Dinheiro & Direitos, da Associação de Defesa do Consumidor.
O aumento da oferta nos últimos anos e a criação de planos mais acessíveis à bolsa dos portugueses não tem sido acompanhado de uma melhoria da qualidade das apólices. O elevado número de exclusões, os limites de idade, os períodos de carência alargados e a duração anual dos contratos «retiram-lhes utilidade», remata a mesma fonte.
O consumidor pode ficar sem protecção «na altura em que provavelmente mais precisa», denuncia a publicação da DECO. Ainda assim, «estes seguros podem ser uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde para consultas da especialidade e despesas de elevado valor, como internamentos e partos».
Nestes casos, a DECO (sítio deco.proteste.pt) «sugere as 12 apólices mais abrangentes e baratas, para quatro pacotes de coberturas».
Entre as alternativas, encontram-se planos da Açoreana, Allianz, Axa, Império Bonança, Médis e Victoria.
Como principais críticas às dezenas de planos analisados, a associação aponta a duração dos contratos. Como são renovados anualmente, «a seguradora pode pôr fim ao contrato se o cliente começar a dar muita despesa», por exemplo, devido a uma doença prolongada, afirma a mesma fonte. Para aquela associação, «os seguros deveriam tornar-se vitalícios após três ou quatro anos de vigência».
Segundo a DECO, no que concerne às exclusões a situação também «é inaceitável que a maioria das apólices não pague despesas relacionadas com doenças psiquiátricas, tuberculose e hepatite, transplante de órgãos, hemodiálise, sida e hérnias, fisioterapia e tratamentos de obesidade e infertilidade».
O período de carência de 90 dias para a maioria das coberturas no primeiro ano, que funciona como um adiamento do início do seguro, e a extinção automática do seguro aos 65 ou 70 anos «também retiram aos seguros de saúde muita da sua utilidade». Na prática, «são bons para jovens saudáveis e de pouco ou nada servem a quem deles realmente precisa», reitera o artigo da Dinheiro & Direitos.
De acordo com a publicação, «parece não haver interesse das seguradoras, nem dos organismos que podem obrigá-las a fazer jogo limpo com os consumidores, em alterar esta realidade que dura há quase década e meia».
Por isso, as conclusões do estudo foram remetidas para o Instituto de Seguros de Portugal, grupos parlamentares com assento na AR e Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor com o objectivo de «alterar a lei que permite às seguradoras manter as actuais condições dos contratos, como a duração anual, e obrigá-las a criar produtos que realmente protejam os consumidores».
Artigo: Diário Digital
“”"De acordo com a publicação, «parece não haver interesse das seguradoras, nem dos organismos que podem obrigá-las a fazer jogo limpo com os consumidores”"”
Fica mal a uma entidade como a DECO o facto de se pronunciar nestes moldes os quais não contribuem de forma alguma para a imagem do sector.
Entendo que os direitos dos consumidores devem ser salvaguardados, mas o respeito pelas entidades, assim como pelas pessoas envolvidas nesta aréa de trabalho deve ser escencial de parte a parte.
Parece-me principalmente que a DECO, actua neste tipo de artigos e nas suas acções com uma intenção pouco clara e no minimo estranha. Senão vejamos:
1- O mercado segurador como todo o mercado empresarial é livre, não podendo como tal ser obrigado a explorar determinado produto, tal como não pode ser obrigado a ter determinado cliente.
2- Não pode querer a DECO, exigir do mercado segurador, obrigações tipo Serviço Nacional de Saude, uma vez que essas são obrigações do estado consignadas inclusivé na Constituição Portuguesa.
Assim em minha opinião os seguros de saúde são um excelente complemento ao SNS, e não uma alternativa por enquanto.
Refiro por enquanto uma vez que o baixo poder de compra dos Portugueses, impede que haja um numero elevado de consumidores detentores dos produtos mais completos desta àrea, o que gera falta de massa critica que possa permitir ao mercado alargar coberturas e garantias dos mesmos.
Como os Srs. da Pró-teste deveriam saber os principios do seguro, são que um determinado universo contribui para um fundo que será usado em função da necessidade de um o mais membros contributivos desse fundo.
Assim é natural que não havendo muitos clientes por forma a dispersar o risco, que o mercado se salvaguarde contra resultados financeiros desastrosos, que aconteceriam se fosse “obrigado” a aplicar todas as exigências da DECO.
Assim talvez fosse bom que estes estudos e artigos procurassem pelo menos ouvir as partes intervenientes e não apenas o próprio eco dos fazedores dos mesmos.
Se calhar tambem não poderei esperar isso, pois no fim de contas trata-se de uma associação de consumoidores, que a mais não é obrigada do que ver o lado dos seus sócios……..
A todos os leitores esses sim cabe o papel de obter informação de todas as partes e tirar as conclusões que encontrarem sobre a matéria.
Tendo eu um seguro de saúde da Lusitania, quando há cerca de dois meses pedi um reembolso duma intervenção fora da rede, que foi a aplicação de prótese dentária e que tem um reembolso de 55%, foi pelos senhores da seguradora considerado como tratamento estomatológico e , convenientemente, tem um reembolso de o% fora da rede…
Segundo a norma ISO 06, próteses e dispositivos protésicos destinam-se a substituir total ou parcialmente uma parte do corpo, ao que me parece os dentes são partes do corpo…
Talvez as pessoas que fazem as análises dos processos de reembolso já tenham prescindido dos dentes e como tal não são para considerar…
Sr. Mario Matos;
Sem querer sair em defesa de ninguem, ao referir que que tem um contrato com a Lusitania com capacidade de reembolso por parte dessa entidade, deixe-me esclarecer que a entidade que gere esses contratos entre a companhia de seguros (quem fornece a imagem ou o nome) e entre a rede de prestadores de serviços (medicos, clinicas hospitais etc) é a empresa ADVANCE-CARE.
É nesta empresa que são geridos alguns dos contratos de seguros que são vendidos não só pela Lusitania, mas também pela Victoria, pela AXA, pela Generali, pela Real, pela Tranquilidade, aos balcões também do Espirito Santo, entre outros.
Aconselho que neste caso recorra a ADVANCE-CARE, a qual esta identificada no seu cartão de saúde através de um nº directo para informações.
Quanto ao restante do tema em concreto, atendendo a forma como foi exposto o assunto a companhia de seguros durante a reclamação, se foi pela ADVANCE-CARE mesmo considerado um acto estematológico, e sé o produto adquirido não contemplar essa cobertura no acto do contrato, dificilmente será reembolsada.
Até porque não refere qual o produto contratado na sua apólice, sendo que a propria companhia comtempla no seu produto AURUM e PLATINUM capitais para a “cobertura de estematologia e para a cobertura de proteses e hortoteses”…
Boas noites, onde posso subscrever o seguro de saude da advancecare, eu tenho a multicare e acho que os valores são muito altos.
Cumps.
estou nas mesmas condições que o sr Rui tambem gostaria de saber as condiçoes do seguro da advancecare pois já não posso suportar os custos da Multicare