Sofrer um acidente de viação, sem qualquer culpa, o qual ocasionou ferimentos graves em toda a família e estar seis meses, sem a viatura, totalmente destruída, sem poder trabalhar devido aos ferimentos sofridos e à espera de ser indemnizado, é o que está a acontecer com Mário Luís Silva Vieira, residente em Faro.
“Tenho vivido um pesadelo desde 10 de Fevereiro. Estava bem na vida e fiquei completamente arruinado”, confessou Mário Vieira, ao CM. A viatura do outro condutor, um romeno que acusou uma taxa de 1.46 de álcool no sangue, estando a aguardar julgamento em liberdade, “tinha matrícula espanhola e estava segurada na Zurich espanhola, companhia que se recusou a assumir responsabilidades, alegando que o seguro caducara”.
Nenhuma seguradora o indemniza e não tem rendimentos há seis meses. Mário teve de fechar o seu negócio, um restaurante na Marina de Vilamoura onde a mulher era cozinheira e indemnizar quatro funcionários.
“O dinheiro das economias já foi todo e agora estou a socorrer-me da ajuda de familiares e amigos”, confessa Mário Vieira, que não percebe porque a seguradora não lhe adianta “ uma verba para sobreviver”.
Em vésperas de novo ano escolar, Mário diz “não ter dinheiro para comprar livros para os filhos”, quando, afinal, o seu ‘crime’ foi apenas circular, na sua mão e devagar, na EN 125, “à hora e dia errados”.
PROCURA POR ENTIDADE RESPONSÁVEL
ZURICH
Mário Vieira dirigiu-se primeiramente à Zurich espanhola. A seguradora indicou que não se responsabilizava pelo sinistro porque o seguro estava caducado.
FUNDO
Segundo passo foi o Fundo de Garantia Automóvel, que o remeteu para o Instituto de Seguros de Portugal e, finalmente, ao Gabinete da Carta Verde.
ALLIANZ
A Allianz Portugal foi, há dois meses, nomeada para tratar do sinistro. Exigiu vários documentos, que lhe foram enviados, mas continua sem dar resposta.
PERIGO NA VARIANTE DE ALMANCIL
A variante a Almancil, na EN 125, junto a São Lourenço, tem sido palco de vários acidentes.
Só recentemente as Estradas de Portugal mandaram colocar um separador que, por não ser em cimento, não resolve o problema.
Às 18h00 de 10 de Fevereiro, um Volkswagen Jetta de matrícula espanhola entrou em contramão, ultrapassou duas linhas de traço contínuo e foi embater, de frente, com o Audi 4 de Mário Vieira.
Os três ucranianos, ocupantes do Jetta, sofreram ferimentos de média gravidade: perfuração do baço um, maxilar fracturado outro e ferimentos ligeiros num pé o terceiro.
Pior ficou a família de Mário Vieira: a mulher, Célia, sofreu traumatismo abdominal, fractura na coluna lombar e num dedo da mão esquerda e dores lombares, tendo permanecido oito dias no Hospital de S. José, em Lisboa, onde foi operada, mas ficando com muitos problemas na coluna, que a impedem de baixar-se e de estar muito tempo de pé, sendo aconselhável fisioterapia, que não realiza por falta de verba. O filho Cristiano, de 14 anos, furou o intestino delgado, foi operado em Faro, mas continua com infecções. Mário Vieira, com várias lesões musculares e a filha Inês, de 9 anos, com várias mazelas, foram os feridos menos graves.
Artigo Teixeira Marques /CM
“”FUNDO
Segundo passo foi o Fundo de Garantia Automóvel, que o remeteu para o Instituto de Seguros de Portugal e, finalmente, ao Gabinete da Carta Verde.”"
A reportagem do correio da manhã denota falta de objetividade, o que deixa em duvida a propria historia deste Sr. Mario Vieira.
1º – O titulo refere a vila de Almancil, sendo que o referido Sr. Mario mora em Faro.
2º – No desenvolvimento do texto refere que o condutor é Romeno, mas a seguir refere que o automovél que provocou o acidente era ocupado por tres Ukranianos…
Solidario perante a tristeza dos factos, restame comentar que:
O Fundo de Garantia Automovel é um fundo autonomo gerido pelo Instituto de seguros de Portugal e que nada tem a ver com o gabinete Português da Carta Verde.
Sendo que o GPCV, só ira mesmo prestar informações sobre a seguradora que representa em Portugal e a Seguradora Espanhola do conduto responsavel interveniente no sinistro, sendo que a mesma é representada pela mesma companhia em Portugal a Zurich Seguros e tendo entretanto esta seguradora declinado responsabilidades do acidente por falta de pagamento do recibo continuado da apólice, resta seguir o restante caminho que será:
1º Contactar a sua propria companhia (ALLIANZ) ou o seu mediador de seguros e proceder a reclamação do sinistro junto do FGA (Fundo de Garantia Automóvel).
Atenção, este mesmo fundo só garante mesmo o pagamento de indemnizações a terceiros desde que o responsavel pelo sinistro se encontre devidamente identificado.
Assim sendo resta saber se o condutor do veículo de matricula espanhola, sendo um Romeno (ou Ukraniano), tém residencia em Portugal, pelo que nesse caso o FGA deverá na minha optica pagar os prejuizos do Sr Mario Vieira e Familia (Materiais e Corporais) exigindo ao referido condutor o regresso dos valores entretanto pagos.
Quer-me entretanto parecer pela forma em que o caso está explicado que faltaram ser dados alguns passos no sentido de se regularizar de forma adequada este sinistro.