Lucros das seguradoras espanholas recuam 7,4% até Setembro

27 12 2007

O segmento de negócio mais castigado das seguradoras é o de multi-riscos, que perdeu mais de 15% das suas receitas face ao mesmo período do ano passado, acompanhado pelo ramo automóvel que continua a registar valores negativos.

As receitas das seguradoras, tal como se registou no primeiro semestre do ano, ressentem-se da crise. Nos primeiros nove meses do ano, os seus lucros sofreram uma queda de 7,4% face ao mesmo período do ano passado para se situarem agora nos 3,39 mil milhões de euros, de acordo com os dados da associação Icea. Esta queda é ligeiramente inferior ao registado pelo sector no primeiro semestre, altura em que o resultado final diminuiu 7,9% para os 2,05 mil milhões de euros.A regressão nos resultados é a prova de que as firmas do sector preferem sacrificar a rentabilidade para, deste modo, aumentar a sua quota de mercado. “Depois de uma época de relativa bonança, as companhias optaram pela redução dos preços como estratégia de investimento de crescimento”, explicou Jacinto Álvaro, director-geral da Groupama.

O negócio que mais se ressentiu até Setembro foi o de multi-riscos, uma vez que registou uma queda de 15,3% para os 354 milhões de euros. Este ramo foi igualmente o dos mais afectados no primeiro semestre quando reduziu as suas receitas em 8,2%.

Tal como tem vindo sendo habitual desde 2005, o negócio automóvel continua a registar valores negativos. O ramo atravessa uma forte concorrência entre as entidades, que lutam por ganhar e defender as suas quotas de mercado, estabelecendo os preços mais baixos possíveis. Até Setembro, este segmento perdeu 5,5% dos seus lucros.

Fontes do sector, citadas pelo ‘Expansión’, consideram que no próximo ano a guerra dos preços no ramo automóvel poderá abrandar uma vez que entrará em vigor a última parte do Regulamento da Lei do Seguro de Responsabilidade Civil na Circulação de veículos motorizados, relativa às indemnizações máximas nos seguros obrigatórios.

Artigo: (DE) Tiago Figueiredo Silva





Seguros: Menos 13 mil mediadores

21 12 2007

São menos 13 mil os mediadores de seguros inscritos, com a entrada em vigor da nova lei, a 27 de Janeiro último, que impõe “normas mais exigentes” no registo da actividade.

A conclusão é do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), que ontem divulgou o balanço da aplicação da nova lei. Para Fernando Nogueira, presidente do ISP, a eliminação de um terço dos mediadores “não afectou o mercado”, que actualmente engloba 24 590 profissionais.

Artigo: Correio da Manhã





Reforma: Violação das regras da concorrência.Seguros contestam PPR do Estado

21 12 2007

As companhias de seguros consideram que os PPR do Estado violam as leis da Concorrência e estão dispostas a apresentar em Bruxelas uma queixa contra Portugal, se a comercialização daqueles produtos de poupança não se fizer em condições idênticas às que existem para os Planos Poupança Reforma privados.

Segundo Jaime de Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), os PPR do Estado têm um tratamento privilegiado em várias vertentes; “em relação às regras de solvência, por exemplo, elas são extremamente exigentes para as seguradoras, enquanto que para o Estado as regras de cobertura não existem”. No que respeita à comercialização, “o Estado fala em taxas de rentabilidade de 5,2 por cento, o que é extremamente perigoso. Como é que o Estado consegue provar esta rentabilidade? Se fosse uma companhia de seguros a anunciar estas taxas, estaria neste momento a prestar contas aos supervisores CMVM e Instituto de Seguros de Portugal”.Outras situações de alegada discriminação prendem-se com o facto de os PPR do Estado não poderem ser penhorados, enquanto que as aplicações feitas em companhias de seguros são sujeitas a penhora, por exemplo, por dívidas fiscais.

“Se as seguradoras tiverem de ir até Bruxelas para defender os seus interesses, então iremos”, adiantou Jaime de Almeida, que deu como exemplo o que aconteceu no mercado francês, onde um produto semelhante ao anunciado pelo ministro Vieira da Silva, e comercializado por duas seguradoras privadas, teve de ser retirado por ordem da Comissão Europeia, com o argumento da violação das leis da Concorrência.

SAIBA MAIS

1961 milhões de euros foi o volume de novas contribuições para PPR que os portugueses realizaram em 2006.

6% da média da remuneração base é o máximo de descontos que será permitido fazer para o PPR do Estado, mas só para trabalhadores com mais de 50 anos.

QUEBRAS

Até ao passado mês de Outubro, as subscrições de PPR’s tinham registado uma quebra de nove por cento, face ao registado em 2006.

MAIS FAVORÁVEL

Para os trabalhadores com mais de 50 anos os PPR do Estado dão um benefício fiscal de 350 euros, enquanto que os PPR das companhias só dão um benefício de 300 euros.

 Artigo: Correio da Manhã





Mapfre rompe su alianza con Cattolica al no recibir las autorizaciones italianas.

19 12 2007

Mapfre se ha visto obligada a romper la alianza que tenía con la aseguradora italiana de automóviles, Cattolica di Assicurazioni, después de que las autoridades del país alpino negaran su autorización para proseguir con la joint venture. En un comunicado enviado a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), Mapfre asegura que ‘no llevarán a cabo la proyectada joint venture al no haber recibido la preceptiva autorización del Isvap’. No obstante, también ha influido notablemente en la ruptura las diferencias surgidas con el nuevo equipo directivo italiano respecto a la gestión compartida en el gobierno de la nueva sociedad, y de la colaboración prevista de la Red de Cattolica. Mapfre y Cattolica, que mantienen una larga trayectoria de buenas relaciones institucionales, han asegurado que realizarán estudios adicionales para identificar nuevas áreas y formas de colaboración, tanto en el plano industrial como en el institucional. Tras esta situación, la aseguradora española Mapfre ha manifestado que quedan liberados los 473 millones de euros previstos para el proyecto Mapfre Cattolica, que pueden utilizarse en la última compra anunciada en Estados Unidos. La aseguradora española tiene intención de mantener su participación accionarial en Cattolica, que actualmente asciende al 8,5%.

Artigo: Boletin GO-Seguros(CincoDias.com)





Acidentes: No primeiro semestre Automóveis sem seguro matam 49

18 12 2007

Quarenta e nove pessoas morreram e 456 ficaram feridas na sequência de acidentes com automóveis sem seguro obrigatório, no primeiro semestre do ano.

O Fundo de Garantia Automóvel (FGA), responsável pelo pagamento das indemnizações nestes casos, já abriu 2884 processos a acidentes com automóveis sem seguro, 186 dos quais respeitam a sinistros com carros em contramão e 36 atropelamentos (em 2006 foram 104 os atropelamentos em que estiveram envolvidas viaturas sem seguro).Mais de 70 por cento destes acidentes foram registados em vias urbanas e a maioria resultou de colisões que só provocaram danos materiais, de acordo com dados do Instituto de Seguros de Portugal a que o Correio da Manhã teve acesso. Nos casos em que só existiam danos materiais, o Fundo exigia o pagamento de uma franquia de 300 euros (descontada no momento da atribuição da indemnização. Uma limitação que foi abolida com a entrada em vigor da nova Directiva europeia em Outubro.Em caso de existirem danos corporais, o FGA indemniza as vítimas, ou os familiares (nos casos de morte). O responsável terá de reembolsar o Fundo daqueles valores pagos como indemnização. E, ao que apurou o CM, a equipa responsável pelos reembolsos não descansa enquanto não é ressarcida destes valores. Nem que demore 20 anos, o limite máximo de tempo previsto na lei para a prescrição da dívida ao Fundo. INFORMAÇÕES NAS AUTORIDADESPara identificar o automobilista sem seguro, o Fundo pede informações à GNR, às repartições de Finanças e à Segurança Social. Muitas vezes, “as pessoas nada têm em seu nome”, admite ao CM fonte do FGA, explicando assim a dificuldade, nalguns casos, em recuperar os montantes em dívida. Mas pode ser uma questão de esperar que a pessoa pense que tudo pertence ao passado e registe bens em seu nome.

Em 2006, o FGA pagou 27,6 milhões de euros em indemnizações a vítimas de acidentes com automóveis sem seguro. Em reembolsos, no entanto, só foram recuperados 2,7 milhões de euros o que faz com que o Fundo multiplique as formas de recuperação dessas dívidas. Desde 2004 que o Fundo passou também a recorrer a empresas especializadas em recuperação de créditos, definindo prazos concretos para a apresentação de resultados.

“Se não conseguirem, a nossa equipa volta a pegar no caso e a fazer esforços no sentido de recuperar os valores em causa”, explicou fonte do FGA. Em termos gerais, consegue-se resolver o processo de recuperação em cerca de 50 por cento dos casos.

Com mais ou menos dificuldade em convencer o devedor, o que é certo é que na maioria das vezes, o Fundo consegue chegar a acordo. Tanto mais que os pagamentos são facilitados, ou seja, são permitidos pagamentos a prestações.

No primeiro semestre deste ano, foram resolvidos 2754 casos fora dos tribunais e apenas 130 seguiram a via judicial, menos 28 que em igual período de 2006.

JOVEM ‘APANHADO’ 15 ANOS DEPOIS

Um indivíduo, com um processo pendente, viu-se obrigado a reembolsar o Fundo de Garantia Automóvel 15 anos depois de ter estado envolvido num acidente quando conduzia um carro sem seguro. “Ele não estava à espera, pensou que já nos tínhamos esquecido”, conta ao CM uma fonte do Fundo de Garantia. À altura dos acontecimentos, o indivíduo era jovem, sem nada em seu nome, mas com o passar dos anos casou-se e constituiu família. De resto, foi a mulher do visado que acabou por escrever ao FGA a queixar-se de como “era possível tanto tempo depois o Fundo vir reclamar o pagamento, uma vez que o indivíduo já tinha família”. Como só ao fim de 20 anos é que a dívida prescreve, enquanto não se esgotar o prazo o Fundo vai acompanhando, de perto, a vida financeira do devedor até ele ter capacidade para pagar.

CARROS SERÃO PENHORADOS

Se a legislação que se encontra em apreciação na Assembleia da República for aprovada, os carros envolvidos em acidentes, de automobilistas que não tenham seguro, serão imediatamente penhorados e entregues à guarda do Fundo de Garantia Automóvel (FGA). Se o dono da viatura não pagar os danos do sinistro, o carro será vendido em hasta pública.

A grande diferença em relação ao regime actual, está no facto do veículo não ficar à guarda do proprietário (que na maior parte das vezes o utilizava na mesma), mas sim à guarda do FGA, sem possibilidade de ser utilizado.

Uma das questões que está a ser estudada é a possibilidade da penhora do veículo ser alargada aos casos em que a falta de seguro é detectada no âmbito de uma operação de fiscalização, e não apenas, quando o veículo se encontra envolvido num acidente.

“Existem questões logísticas importantes que é necessário ponderar, como é o caso das instalações onde se devem guardar os carros penhorados”, disse ao CM, uma fonte do FGA.

De 1980 a 2006 o FGA pagou mais de 200 milhões de euros em indemnizações.

CASOS CONCRETOS

IDOSOS

No acidente da A23, onde faleceram 16 idosos, o Fundo questionou as autoridades policiais sobre a possível intervenção.MÚSICO Nuno Flores, do grupo Os Corvos, foi atropelado em Janeiro por um agente da PSP que não tinha seguro. BOAVISTA

No acidente com a carrinha do Inter da Boavista, que vitimou 2 jogadores, o FGA pagou às famílias em quatro meses.

DO ACIDENTE AO PAGAMENTO

Se algum dos condutores não exibir documentos comprovativos do seguro, os outros intervenientes no acidente devem recolher o número de matrícula e a identificação do condutor, e perguntar ao Instituto de Seguros de Portugal se existe seguro válido para aquele veículo.

1. SEM SEGURO

Caso não haja seguro válido, o lesado deverá contactar o Fundo de Garantia Automóvel (217 913 500).

2. PROCESSO

O FGA inicia o processo extrajudicial de sinistro, apurando circunstâncias do acidente.

3.AVALIAÇÃO

Avaliação de danos materiais e corporais. Análise de relatórios e propostas e decisão final.

4.QUANTIFICAÇÃO

Quantificação dos danos materiais e corporais; definição e proposta de valores das indemnizações.

5.PAGAMENTO

Se as quantias forem aceites, o Instituto de Seguros de Portugal (responsável pelo Fundo) faz o pagamento.

6.REEMBOLSO

No caso do infractor ser conhecido, o FGS propõe e valida os planos de pagamento das indemnizações.

ACIDENTES SEM SEGURO

TIPO DE INFRACÇÃO / REGISTOS / DISTRIBUIÇÃO NO UNIVERSO

Alcoolemia / 8 / 0,31%

Circulação em sentido contrário / 186 / 7,16%

Cruzamento de veículos / 16 / 0,62%

Distância entre veículos / 341 / 13,12%

Encadeamento / 2 / 0,08%

Estacionamento irregular / 8 / 0,31%

Falta de iluminação / 1 / 0,04%

Início de marcha / 14 / 0,54%

Inversão do sentido da marcha / 21 / 0,81%

Manobra de marcha atrás / 86 / 3,31%

Mudança de direcção / 109 / 4,19%

Mudança de fila de trânsito / 58 / 2,23%

Outras violações de sinalização vertical / 1 / 0,04%

Paragem irregular / 244 / 9,39%

Paragem súbita / 1 / 0,04%

Passagem de peões / 8 / 0,31%

Regras da prioridade / 87 / 3,35%

Saída de estacionamento / 49 / 1,89%

Sentido proibido / 4 / 0,15%

Sinal de cedência de passagem / 29 / 1,12%

Sinal de Stop / 145 / 5,58%

Sinalização luminosa / 18 / 0,69%

Traço Contínuo / 3 / 0,12%

Ultrapassagem / 78 / 3,00%

Velocidade / 156 / 6,00%

Dados não disponíveis / 926 / 35,63%

Total / 2599 / 100%

NOTAS

LISTA NEGRA COM 60 MIL CARROS

O Fundo de Garantia Automóvel criado em 1980 e que funciona junto do Instituto Português de Seguros, presidido por Fernando Nogueira, tem nas suas listas, registos de mais de 60 mil viaturas envolvidas em acidentes sem seguro válido.

ALENTEJO MAIS BRANDO

É na região do Alentejo que os tribunais aplicam as indemnizações mais pequenas por incapacidades provocadas por acidentes de viação

VALORIZAR O DANO GRAVE

Com a nova Portaria – que regulamenta os contornos da “proposta razoável” a apresentar pelas seguradoras – serão valorizadas as incapacidades graves

CUSTO DE 23 MIL EUROS

Os processos por danos corporais que chegam aos tribunais têm um custo médio efectivo para o Fundo de 23 mil euros

POLÍCIAS SEM EFECTIVOS PARA AJUDAR

As autoridades policiais não têm efectivos, nem meios suficientes, para ajudar o Fundo a identificar os condutores que circulam nas estradas sem o seguro automóvel obrigatório.

FUNDO GARANTIA AUTOMÓVEL (indemnizações – euros – 1990/2006)

1990 – 1.234.024
1991 – 1.834.145
1992 – 2.603.911
1993 – 3.167.099
1994 – 3.847.652
1995 – 4.468.103
1996 – 7.183.645
1997 – 7.488.672
1998 – 8.876.927
1999 – 11.080.391
2000 – 10.968.980
2001 – 14.035.350
2002 – 16.669.423
2003 – 24.276.827
2004 – 26.044.183
2005 – 26.872.651
2006 – 27.613.439

Artigo: Correio da Manhã