Seguros telefónicos… faça e pague já!. Pense depois (no que se meteu)…

3 03 2009

Se houvesse uma Seguradora que conseguisse fazer valer a teoria dos três Bês isto é ser Boa, Bonita e Barata então o mercado não possuía 510 Companhia autorizadas a operar em Portugal, mas uma ou duas.

O que por vezes nos esquecemos é que essas Entidades estão subordinadas a critérios de rentabilidade, estabilidade financeira e distribuição de dividendos, que, como qualquer outra empresa, as tornam sociedades sólidas, sérias e honestas perante o meio onde estão inseridas, procurando com o recebimento dos prémios a gestão eficaz do dinheiro, para fazer face ao infortúnio da ocorrência do sinistro.

Noutro ponto aparecem Seguradoras telefónicas, desejosas de se fazerem notar seja pela publicidade negativa emitida na qual apresentam sujeitos com deficiências degenerativas nasais, os vulgarmente chamados pinóquios, ou actores com modos e voz abichanada para manifestamente gozarem com as opções sexuais de cada um, sem o respeito que é devido ao público em geral, não fazendo passar uma mensagem de esclarecimento nem do duvidoso produto que pretendem promover, mas sim procurando através disso chamar a atenção para a mensagem única que é “O seguro é mais barato… pois faça e pague já! Pense depois!!!”

Porque acreditam na publicidade vão logo para o telefone e a partir dai, depois de terem transferido o seu dinheiro no Multibanco ou em home banking ficam naquela letargia que o mal só acontece aos outros, até à altura em que o infortúnio dum sinistro bate à porta e aí habitualmente saem pela esquerda baixa ou pela porta das traseiras sem serem notados e procurando não demonstrar aos outros que foram “levados” pela cantiga da publicidade, como alguns agora o foram com o investimento que fizeram em acções ou em produtos do mercado bancário.

Neste particular, como sabemos há variadíssimos Clientes lesados com as suas poupanças que demoraram anos a constituir, fruto de continuo aforro e que pela investida de certos balconistas de instituições bancárias investiram essas mesmas poupanças em acções ou produtos que diziam dar há um par de meses rentabilidades miraculosas e que agora ficaram delapidados. Quando procuram apurar responsabilidades esses descartam-se como um impermeável para a chuva, dizendo que a culpa é da crise internacional e que tenham paciência porque melhores dias virão, ou como diria o outro, se amanhã não chover deverá estar um rico dia.

Neste particular a culpa tem a ver com a boa fé e os brandos costumes que nos caracterizam, o que leva parte substancial dos Clientes a não desconfiar até daquela instituição bancária que na venda do crédito à habitação e não só, obriga os seus balconistas a promoverem seguro de vida que possui uma carência de 3 anos em caso de Morte ou Invalidez por doença do Cliente. Isto é, o Cliente paga desde o momento 0 e até ao 36º mês apenas possui seguro dando garantias sobre o que acontecer por acidente, caso ocorra uma fatalidade de morte por doença ou invalidez por doença, passam a haver duas fatalidades: A primeira a do próprio infortúnio e a segunda o facto de ninguém ter explicado e evidenciado que afinal o seguro não dava garantias sobre essa situação durante três anos.

De igual modo as promoções constantes de algo ou alguma coisa, faz-nos lembrar aqueles supermercados que para se verem livres de produtos em final de estação promovem a venda de produtos natalícios ou de verão assim que termina a época, ou as empresas que fazem descontos suplementares sempre que o produto seja descontinuado e queiram ver-se livres deles. Pois já vimos e denunciámos inclusive situações de balconistas de bancos que na ânsia de verem o crédito pedido pelo Cliente aprovado, obrigá-lo a efectuar seguro de vida com a expressa exclusão de não mencionarem no questionário médico, apenso à proposta de seguro de vida, a sua situação de deficiência ou de portador de doença.

Procurar colocar a sua carteira de seguro através de Bancos ou de “seguradeiras” telefónicas faz-me lembrar o meu avô, que dizia: Nada está assim tão mau, que não possa ainda piorar.

Contacte um mediador profissional credenciado pelo Instituto Seguros Portugal e inscrito na APROSE. Sentirá a diferença.

Por Luiz Filipe, Actaseguros-Corretores de Seguros, S.A.

Vida Económica 30/01/2009


Ações

Informações

Deixe um comentário